quinta-feira, 3 de março de 2011


Não, desta vez não há nervos, não há pensamentos negros nem borboletas na barriga.
Todo o meu corpo e os órgãos estão calmos, mas admitem, ansiosos.
Já não te olho decentemente há meses, sempre que passas por mim eu simplesmente não quero ver.
Talvez quando a pele secar, a voz não sair e os arrepios se fizerem sentir, talvez aí volte a sentir tudo o que sentia e aperceber-me se o meu coração bate realmente ainda por ti.
Já sei que vais estar lindo, com os teus olhos claros, o teu cabelo macio a tapar-te os olhos, as mãos frias e os teus (a)braços quentes. Sei também que vais-te atrapalhar quando me vires, que vais baixar a cara e até fugir, mas, como tu dizias " apareces e desapareces sempre com a mesma expressão". Até já, que amanhã vou enfrentar o dia sozinha!

10 comentários:

  1. Não tens de enfrentar o dia sozinha, mesmo que não o possas enfrentar com ele!

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  2. Se soubesses o quanto arrepiada fico com os teus textos :$
    Vamos a Lisboa as duas Carla, vamos ? :')
    Comprávamos uma casinha pequenina a meias e ficávamos lá para sempre. <3

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  3. Gostei, está mesmo lindo o texto. (:
    Ele ignora-te ao ponto de baixar a cabeça quando passas?

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  4. mas esses momentos não podem acontecer.
    tu és forte minha querida :)

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  5. Texto profundo..
    Pois , o teu sproting'zito ganhou ... juizo xD

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  6. estou em perfeita sintonia c o que escreveste, adorei

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"A Filosofia pensa, a Literatura escreve e a Dança pensa e escreve com o corpo."